sábado, 26 de março de 2016

Senhorita Julia: Peça


A senhorita Júlia foi escrita por Strindberg no ano 1888, editada e publicada no dia 23 de novembro do mesmo ano; o texto dramático e o prefácio da obra foram modificados para evitar a censura. No dia 14 de março de 1889, em Copenhague, Strindberg estreou A Senhorita Júlia como parte da programação do Teatro Experimental, encarregando-se também da direção.

A peça senhorita Julia já foi representada por Alessandra Negrini.

O autor: August Strindberg

Conta a história de Julia, uma jovem mulher, de uma família aristocrática, que se envolve com Jean, um ambicioso homem e serviçal na casa de Julia. Sedução e paixão são as marcas registradas da protagonista da peça, Julia. Que envolve Jean com seu poder e sedução.
Com o decorrer da história vão surgindo conflitos, diferenças das classes sociais de ambos, conflitos amorosos, o sexo oposto, a moral, e a fragilidade humana.
Noite de São João:
"Julia tem um encontro sexual com seu servo, Jean, noivo de Cristina. Ambos, ao entenderem as consequências de uma possível gravidez, tentam fugir da propriedade antes do Conde retornar. Cristina, porém, proíbe a saída deles e Julia, que não vê outra saída, encorajada por Jean, se suicida."
"Percebemos que a Júlia está atrapalhada pela influencia da sua mãe, deixando-a sem norte enquanto ao seu papel sexual, sem capacidade de se definir como indivíduo numa sociedade na qual parece que todos têm um lugar muito claro. Ela está perdida, sofrendo na sua dor interna, vive sem identidade e parece não entender nem conseguir lidar com a realidade."

domingo, 20 de março de 2016

Por menos desigualdade social no Brasil


[ENQUETE ENCERRADA]

Com 75% dos votos, o movimento social que os leitores do blog mais apoiam é a luta contra a desigualdade social, e em segundo lugar, houve empate entre a luta contra o racismo e homofobia.
Agradecemos a todos aqueles que votaram e participaram da votação. É importante o voto de cada um para abordarmos mais um tema no blog.

Já fizemos muitos posts aqui sobre a desigualdade social no Brasil, então vamos deixar alguns links:
A realidade brasileira - Nesse post eu conto um pouco sobre a minha experiência em outro país e as diferenças sociais que eu notei, entre lá e aqui. Conto como somos divididos entre ricos e pobres e o quanto essa realidade triste da qual nós vivemos precisa mudar urgentemente. Também coloco algumas fotos que mostram um pouco sobre a tristeza que é viver em um país desigual e que a mudança tem que partir de cada um.
Imagens que ilustram bem a desigualdade social - Como o título já diz, nessa postagem colocamos várias fotos para ilustrar a desigualdade social, mas não são todas as imagens do Brasil. Mas, a maioria é da nossa realidade brasileira. Também escrevo um pouco sobre o que é pra mim, e como vejo essa situação triste de divisão entre ricos e pobres. As imagens são bem esclarecedoras, e como aquela famosa frase diz, "uma imagem fala mais que mil palavras". Vale a pena vocês darem uma olhadinha nas imagens que eu escolhi.



E também, quero recomendar um filme recente, para você, leitor, assistir, principalmente para os brasileiros, esse filme é crítico e ajuda a entender melhor essa cultura do "quartinho da empregada" que temos aqui. O filme é "Que Horas Ela Volta?". Da diretora Anna Muylaert. Como protagonista temos Regina Casé.

Também escrevemos sobre o filme, leia aqui:
"O que aprendi com o filme "Que Horas Ela Volta?"?"


Método de avaliação do vestibular


[ENQUETE ENCERRADA]

Você CONCORDA com o método de AVALIAÇÃO do vestibular?

Mais uma enquete do blog foi encerrada, e como prometemos, toda enquete encerrada é tema do nosso próximo post.
O tema é o sistema de avaliação da prova que decide se você vai entrar ou não na faculdade, uma prova que decide o seu futuro, o temido, VESTIBULAR.
A opção mais votada foi "Não, acho que minha capacidade vai além de uma prova" com 77% dos votos, e em segundo lugar com 11% foi "Não, vestibular só existe ainda, porque é uma grande máfia".



"Quadrilha vendia por cerca de R$90 mil vagas em faculdades de medicina" (fonte: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/01/quadrilha-vendia-por-cerca-de-r-90-mil-vagas-em-faculdades-de-medicina.html)

Existem vários textos e reportagens como essa, denunciando máfias por trás desse sistema que é o vestibular, que lucra muito dos estudantes brasileiros. 
Apostilas de cursinhos, mensalidade dos cursinhos, taxa de inscrição para a prova... O vestibular arrecada muito dinheiro, e não é todo mundo que entra. Fazer cursinho por mais um ano é a opção de muita gente que ainda tem esperanças em passar naquele curso que tanto sonha e é tão difícil passar, como medicina, que é considerado um dos mais concorridos.
Tem que estudar!

Ao pesquisar alguns textos e notícias para colocar no post, achei uma matéria da revista exame, "não é só passar no vestibular". Na matéria, escrita por Luciana Allan, há uma pesquisa que alunos do ensino médio fizeram com pais, professores, alunos e ex-alunos sobre a opinião deles quanto ao sistema educacional atual e ao vestibular. Os resultados foram diversos e esclarecedores.


Nessa pesquisa, quem fez, respondeu algumas perguntas objetivas, e perguntas dissertativas, eu tive a oportunidade de responder e minha opinião é contra esse sistema, não sou a favor do vestibular, e acredito que uma prova não pode me capacitar e dizer se estou apta ou não para entrar em uma instituição de ensino ou no mercado de trabalho.
Nenhuma prova pode qualificar alguém. Somos seres humanos, e os métodos de avaliação como esses, deveriam ser reinventados, repensados, e melhorados.




Destacamos duas respostas, uma de uma aluna e outra de uma professora, em relação às mudanças no sistema de ensino brasileiro:

“Que eu pudesse ter a liberdade de escolher o que fazer e quando fazer e que eu não fosse pressionada pelo sistema de educação. E que fosse muito mais do que passar em uma prova com o sistema falho (vestibular), que na verdade só existe porque tem uma máfia muito grande por trás disso e que traz muitos lucros para o governo, cursinhos, livros e a taxa de inscrição para fazer essa prova que pode decidir o seu futuro, o que não faz sentido para mim. Uma prova não pode me qualificar como capaz ou não de entrar no mercado de trabalho ou em uma instituição de ensino. Acredito que somos muito mais do que uma prova e a escola precisa parar de nos preparar para uma prova e nos preparar para a vida, ser intelectual, mas não por causa do vestibular e sim ser intelectual e inteligente para sermos capazes de conversar sobre qualquer assunto e sermos pessoas interessantes. Socializarmos melhor e participar da vida política etc.”

Para quem tem interesse em ler mais sobre a pesquisa que foi feita e a matéria completa da revista exame, clique no link, abaixo:

A minha pergunta, pra vocês, leitores que nos seguem, a maioria jovem que se interessa pelo blog, vale a pena se estressar tanto e dar um peso de importância tão grande para uma prova?

Quem mais pressiona vocês? Os seus pais, familiares e seus ciclos de amizade, ou vocês mesmos?
A minha dica é, continuem estudando, continuem aprendendo e lendo, mas nunca deixe de questionar o que está a sua volta, inclusive o vestibular, que parece algo tão normal e que todo mundo já fez e sabe o que é, que podemos ficar acomodados com esse sistema.
Não fique acomodado, lute pelos seus direitos e tente mudar as coisas. Se você não se sente bem com esse sistema falho, reivindique, não se acomode.
Compartilhe com seus amigos esta visão, e fique tranquilo(a), você não está sozinha(o).

O ódio está instalado, cuidado!


Leitores, acredito que vocês tenham acompanhado a guerra política que está acontecendo no nosso país, Brasil.
Manifestações estão acontecendo, ambas contra a corrupção, uma tem como marca registrada o verde e amarelo, cores da nossa bandeira, e a outra tem o vermelho e também o verde e amarelo, mas o vermelho se destaca.
É a luta de classes, os pobres e os ricos, aqueles que só querem justiça, aqueles que não tem lado nenhum, não querem ser rotulados como coxinha ou petista. Direita ou esquerda.
O povo brasileiro está desunido. Tem gente aplaudindo discurso de ódio e hostilizando quem veste vermelho.
Agora temos que escolher qual roupa vestir. Mulheres, nós sempre tivemos que escolher as roupas para não sermos mal interpretadas ou assediadas, mas agora os homens também tem que pensar antes de sair de casa, é perigoso. Há aqueles que não se importam e se atrevem, há aqueles que querem pagar pra ver, tem outros que não sabem disso e não se importam com política.
E você, vai se comprometer?

O que eu quero é justiça, para ambos os lados, não concordo com o Impeachment, pois caso acontecer, quem vai comandar o país vai ser o maior partido do Brasil, o PMDB, que consequentemente vai se juntar ao PSDB, tendo em vista de que eles se unem com quem está ganhando, e não com quem está enfraquecido (PT). O nosso vice-presidente será Eduardo Cunha, um corrupto.
As eleições já aconteceram, e a Dilma ganhou. Ela teve o voto da maioria, perdeu em São Paulo e em estados do SUL do Brasil, mas ganhou no Rio de Janeiro, Minas Gerais e nordeste. O que eu quero é PAZ. PAZ entre a população. E que tenhamos mais empatia.
Que ela cumpra seu mandato até 2018 e que em 2018 o povo faça jus aos protestos e vote conscientemente em alguém que realmente possa fazer a diferença e mudar o nosso país. Eu tenho esperança, já melhoramos muito, e podemos melhorar e evoluir ainda mais.
Diga não ao ódio que está instalado, quem pensa diferente de mim não é meu inimigo. Não concordo com nenhum ato de corrupção, não estou a favor de nenhum partido, quero que as investigações continuem democraticamente e que as coisas se resolvam entre nós.
Mentalizem coisas boas.
Estamos vivendo em tempos difíceis.