sábado, 18 de junho de 2016

Falar sobre racismo é necessário

(Protesters near Boston Police headquarters on April 29. Steven Senne/AP Photo) - Mother Jones - "A vida de pessoas negras importa".

Quando é que vamos aprender que discutir temas como racismo, lgbtfobia e machismo é importante? Quando é que vamos dar a mesma importância que damos para o vestibular para esses assuntos também?

Quando um professor tenta debater sobre estes assuntos, percebo a falta de interesse dos alunos, uma parte da sala coloca os fones de ouvido, a outra começa a dormir, a outra começa a conversar com quem está do lado sobre assuntos aleatórios, a outra levanta a mão e pergunta "quando é que vamos para a aula?" "isso vai cair na prova?" "tem no vestibular?", mas ainda sim, vejo aquela minoria, aquele grupo de pessoas que pararam tudo o que estavam fazendo e começaram a prestar atenção na aula e em cada palavra que era dita ali.

Um debate começava, com muita dificuldade, o professor tentava chamar a atenção dos demais, mas não conseguia ganhar 100% da sala.

O segredo é dizer que vai cair na prova, que vale nota, que vai ter redação, que vai cair no vestibular... 

O que foi que o sistema fez conosco? Para pensarmos que a vida se baseia numa prova, e que só o que está naquela prova faz sentido ou importa, o resto é jogar conversa fora, é papo de "boteco". Olha... Isso é grave.

Quando é que vamos parar para pensar, que não somos uma prova? Não somos aquela nota baixa e nem aquela nota alta no nosso boletim, não somos um boletim! Somos seres humanos, estamos vivos, e há outros de nós espalhados pelo mundo, quem é que está morrendo? Quem é que está sofrendo?

Racismo é coisa séria. E existe! Democracia racial não existe no Brasil, somos uma democracia, vivemos em festa, temos carnaval, futebol, mistura de raças, diversidade de culturas, comidas típicas, frutas, cores... Não é bem assim. Não! Definitivamente NÃO. A vida aqui no Brasil não é uma festa e não há respeito mútuo em todos os lugares, existe o preconceito, o racismo, existe, e precisamos combate-lo.

Vamos as estatísticas: 
  • Negros são menos de 18% dos médicos e não chegam a 30% dos professores universitários (fonte: Rede Brasil Atual, 2014)
  • No curso de medicina, apenas 2,7% dos formandos são negros (UOL educação, 2013)
  • Apenas 11% dos jovens negros no Brasil fazem ensino superior, diz estudo da ONU (Portal R7, 2014)
  • Número de negros assassinados aumenta e de brancos diminui no Brasil (Pragmatismo político, 2015)
  • Jovem negro tem 2,5 vezes mais chance de ser assassinado do que branco (UOL notícias, 2015)
  • Jovens e negros são as maiores vítimas de homicídio no Brasil (Época Globo, 2014)
  • Homicídio contra negras aumenta 54% em 10 anos, aponta Mapa da Violência 2015 (ONU Mulheres, 2015)
  1. Mais brasileiros se declaram negros e pardos e reduzem número de brancos (EL País, 2015)
  2. Negros representam 54% da população do país, mas são só 17% dos mais ricos (Economia UOL, 2015)
Comentários
1 Comentários

1 3 comentários:

Gleyci Kelly Franco disse...

OI tudo bem?
Infelizmente ainda tem racismo :'( e tão triste saber que ha pessoas assim.
Beijos,
http://www.gleycikellyfranco.com.br/

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