quinta-feira, 7 de julho de 2016

O fascismo no sistema de ensino atual


Primeiro, vamos a definição do que é fascismo:

Fascismo é um regime autoritário criado na Itália, que deriva da palavra italiana fascio, que remetia para uma "aliança" ou "federação".

O fascismo foi apresentado como partido político em 1921. Desde essa altura, a palavra "fascista" é usada para mencionar uma doutrina política com tendências autoritárias, anticomunistas e antiparlamentares, que defende a exclusiva autossuficiência do Estado e suas razões, que são superiores ao direito e à moral, fazendo uso recorrente a forças social-revolucionárias.

Principais características:

  1. Totalitarismo: O fascismo era anti-democrático. Poderes totais nas mãos do governo, este líder poderia tomar qualquer tipo de decisão e fazer qualquer escolha sem precisar consultar outros representantes políticos ou a sociedade.
  2. Nacionalismo: Ideia de que só o que é do país, originalmente fabricado no país tem valor, tanto cultura quanto objetos. Valorização extrema da própria cultura, e considerar os outros países e outras culturas como inferiores.
  3. Militarismo: Fortalecimento das forças armadas, altos investimentos nas produções de armas.
  4. Culto á força física: Nos países fascistas, os jovens já eram treinados fisicamente desde cedo e preparados para uma possível guerra, o objetivo era preparar soldados fortes e saudáveis.
  5. Censura: Hitler e Mussolini, censuravam qualquer tipo de notícia, pessoa, ou qualquer veículo que criticasse o governo e seu regime autoritário
  6. Propaganda: líderes fascistas usavam os meios de comunicação, para divulgar suas ideologias e propagar o ódio
  7. Violência contra as minorias: Temos o exemplo da Alemanha, que matavam e torturavam os judeus, ciganos, negros, homossexuais, deficientes físicos entre outros.
  8. Anti-socialismo: Defendiam o capitalismo, e o regime fascista sempre teve o apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes, e as pessoas que possuíam uma renda econômica bastante rica e estável.

Se engana quem pensa que o fascismo acabou 100%, e hoje vivemos em um mundo sem fascismo, e que depois da primeira e segunda guerra mundial, finalmente estamos em paz. O fascismo como regime político na Itália, de fato não existe mais, e a Alemanha não é mais nazista, porém o fascismo está no nosso dia-a-dia, e alguns psicólogos afirmam que todas as pessoas tem um lado fascista, e ele está dentro de nós, acredito que, o fascismo deixou marcas na nossa sociedade, assim, como a ditadura militar deixou vestígios pelo Brasil.

Agora, vamos falar sobre o sistema de educação atual, e onde o fascismo se encaixa nele, e quando podemos detectar características fascistas dentro de instituições de ensino, como escola, faculdade...
Fiz uma imagem demonstrando um pouco sobre como funciona a hierarquia juntamente com a autoridade na escola:


Pontos fascistas: Falta de autonomia dos alunos e dos professores, IMPORTANTE destacar que a mentalidade fascista dentro de uma instituição de ensino não prejudica apenas os alunos, e sim os próprios professores, afinal, não são apenas os alunos que recebem ordens e estão sujeitos a punições, mas é claro que quem é mais prejudicado com o autoritarismo, é quem está embaixo da hierarquia, que no caso, são os alunos.

Escolas particulares: Escolas de ensino básico, particulares, o autoritarismo é pior, e as regras mais exigentes, como por exemplo o uso de uniforme obrigatório. O aluno pode levar ocorrências por não estar se vestindo adequadamente.

Escolas públicas: Algumas escolas públicas exigem o uso do uniforme, mas a maior parte não possui um uniforme específico e não é obrigatório o uso. Ainda assim, os alunos não possuem total liberdade e estão sujeitos a todo momento a serem punidos por comportamentos considerados inadequados de acordo com as diretrizes de cada escola.

Existe a hora de falar, de escutar, de entender o professor, os alunos não possuem liberdade para sair da sala sem a permissão de um professor/coordenador/diretor. Eles precisam permanecer sentados e qualquer tipo de postura ou comportamento inadequado é CENSURADO pelo uso da punição.

Alguns métodos de punição:
-Ocorrências/Advertências: Bilhetes na agenda, documentos relatando o que aconteceu para os responsáveis assinarem, as advertências podem ser ESCRITAS OU VERBAIS, no qual o aluno está sujeito a receber aquela "bronquinha" clássica de alguém "superior", professor/coordenador e dependendo do caso, em algumas escolas, acontece a intervenção do diretor.

-Suspensão: O aluno pode ser suspenso por 1 dia ou mais dias da escola, a suspensão pode ser interna ou externa. Se for externa, ele terá que ficar em casa durante os dias que foi suspenso, e perderá todo o conteúdo e não terá direito a revisão, e caso tenha alguma prova no dia, ele vai ficar com zero. Se for interna, o aluno terá que permanecer em algum lugar da escola que não seja a sala de aula, biblioteca, sala da coordenação/direção, ou em algumas escolas, existe uma sala específica para alunos suspensos. E eles também não terão acesso ao conteúdo que foi dado em sala de aula e nem direito de fazer as lições/provas aplicadas no dia da suspensão.

A lei assegura que o professor não pode abaixar a nota do aluno, mas nem todos conhecem essa lei, e em algumas escolas, esse é um dos métodos de punição. Um tanto problemático.


NACIONALISMO: Na época da ditadura militar, era obrigatório cantar o hino nas escolas, e também cantar o hino à bandeira. Algumas escolas ainda fazem isso. Dificilmente, uma escola obriga os alunos a cantar o hino todos os dias, mas existe sim, aquelas que obrigam os alunos a cantar pelo menos uma vez por semana. "Cantávamos o hino e hasteávamos a bandeira diariamente."

ANTI-SOCIALISMO: Uma proposta, iniciativa recente a "Escola Sem Partido" está gerando vários debates ao redor do Brasil, é uma proposta que obriga os professores a não falar sobre política em sala de aula, e não fazer doutrinação ideológica. Essa iniciativa acusa os professores de serem "falsos educadores", e "militantes disfarçados de professores". 

Recentemente, Leandro Karnal, historiador brasileiro, durante um debate, se colocou contra essa proposta "Escola Sem Partido". 

"Escola sem partido é uma asneira sem tamanho, é uma bobagem sem tamanho. É coisa de gente que não é formada na área." 
 "Os jovens tem sua própria opinião [...], os jovens não são massa de manobra e toda opinião é política" 
-Leandro Karnal

Assista o vídeo a seguir, em menos de 2 minutos ele consegue dissertar sobre essa proposta retrógrada:


Texto, opinião e análise por: Mariane Dutra

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