domingo, 25 de setembro de 2016

Geração Y - A geração mais bem resolvida da história


A geração dos bem resolvidos, dos que sabem tudo, dos que tem o mundo na mão.

SERÁ MESMO?

A geração Y tem várias características boas e ruins, a parte boa é que aceitamos as coisas mais facilmente do que a geração anterior, o avanço tecnológico está presente no nosso cotidiano e facilita a comunicação entre as pessoas.

Podemos conversar com pessoas do mundo todo em apenas segundos, e a distância não é mais um problema, chamadas por skype, webcam, mensagens de textos, a comunicação está muito melhor, e ainda podemos utilizar recursos que simulam uma conversa real, emoticons, gifs, imagens, vídeos, transmissões ao vivo, a distância não é mais como antes. Tudo está mais perto.
Comprar se tornou mais fácil, podemos comer sem sair de casa, baixar aplicativos que facilitam e organizam a nossa agenda, as coisas se tornaram muito mais fáceis e práticas, e são tantos recursos e tantas novidades que nem conseguimos usar tudo ou ter conhecimento sobre tudo o que já foi inventado, existe e temos sempre a sensação de que estamos perdidos.

De fato, a palavra conexão para se referir a internet, nunca fez tanto sentido! Está tudo conectado. Temos a impressão de que todos se conhecem, ao notarmos a quantidade de amigos em comum nas redes sociais que temos com alguém que acabamos de conhecer. Estamos conectados. E é assustador.
Muita informação, é muita coisa, tudo ao mesmo tempo. A rapidez assusta e estamos sempre querendo nos atualizar, e atualizar as nossas mídias sociais. Atualmente, não ter uma rede social é sinônimo de inexistência, as pessoas tem a sensação de que você não existe se não está presente no ciclo de amigos virtual também.

Tudo se resolve facilmente com um toque. Pagamentos bancários, transferências, leituras de livros, compras, provas, inscrições, FOME... O mundo está mais prático.

É a geração da aceitação, de que nada mais nos surpreende, o casamento gay, a homossexualidade, as drogas, o sexo, as mulheres em cargos altos. Como se já conhecêssemos tudo e nada mais fosse novidade, nos sentimos velhos, mas somos novos. Um dos motivos da nossa busca constante por algo novo é o sentimento de tédio que é gerado por tantas atividades que fazemos, mesmo sem sair do lugar, nosso cérebro se cansa de tanta informação, nossa mente nunca trabalhou tanto.
O tédio é uma maneira de dizer "e agora?" quando chega o final do dia e nos deparamos com O NADA, já fizemos TUDO, ou quando acaba a energia por alguma razão e não sabemos mais viver sem a internet, sem os aparelhos tecnológicos que já fazem parte de nós.

Talvez ainda tenhamos conflitos ao interagirmos com outras gerações que não enxergam por exemplo, a homossexualidade como algo normal. E também, é claro que não é todo mundo da geração que acha normal. O preconceito está em todas as gerações, mas com certeza, está menor, e diminuindo cada vez mais.

Nem tudo é o fim do mundo, e nem tudo surpreende. Estamos numa constante busca para saber quem nós somos e querendo nos encaixar em determinado grupo, a busca infinita pela própria identidade para aliviar a sensação de estar perdido no mundo. Nos dois mundos. O mundo real e o mundo virtual.

Talvez nunca nos encontremos.

A solidão faz parte. De certa forma estamos todos mais unidos, e conectados. Mas, nunca estivemos tão sozinhos. Sentir-se sozinho no meio da multidão é comum. Ter 5 mil amigos no perfil online, não significa ter 5 mil amigos na vida real. Postamos mentiras, vemos mentiras, ficamos felizes ao vermos  tais mentiras e tristes ao vermos o quão feliz alguém está, quando na verdade, a felicidade deste alguém também é uma mentira, porque tudo o que postamos é apenas uma parte da nossa vida, e é a parte que queremos que as pessoas vejam, a parte boa. Estamos nos alimentando de falsas realidades e nos cobrando para vivermos essa falsa realidade.

Somos desinteressados. Como tudo é tão acessível, qualquer assunto, qualquer vídeo... Não nos interessamos pelas coisas de maneira profunda. Não há motivos para se especializar em determinado assunto, quando se tem tudo na palma da mão.

Viver para si ou para os outros?
Até que ponto vai a nossa exposição? E desde quando a nossa realidade tornou-se tão vazia, e as pessoas tão mais interessantes (aparentemente)?
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